sábado, 18 de outubro de 2008

Léo até já comprou casa!


Léo tem ficado de fora das opções de Quique Flores, algo a que não estava habituado na Luz, mas nem assim pondera abandonar o Benfica. O técnico espanhol optou por dar uma oportunidade a Jorge Ribeiro, frisando que faria bem a Léo ficar um período fora da equipa, para analisar da melhor forma a estratégia do conjunto encarnado. Triste por não jogar, o camisola cinco está, porém, determinado a trabalhar no duro para recuperar a titularidade no clube da Luz, onde tenciona terminar a carreira. O defesa já comprou, aliás, casa em Lisboa, e tenciona manter a ligação com Portugal depois de acabar a carreira.


Léo tem vivido momentos difíceis devido aos problemas de saúde dos seus pais, mas apesar de não poder contar com o apoio destes na capital lusa - aproveitou a interrupção no Campeonato para viajar até ao seu país e recuperar ânimo - está decidido a provar o seu valor na Luz, ao contrário da notícia avançada ontem pela Rádio Renascença, segundo a qual os encarnados já estariam à procura de um substituto para o lateral-esquerdo. "Sair do Benfica está completamente fora de hipótese. Léo tem contrato por dois anos e vai cumpri-lo", afirma Robson, que trabalha com o empresário do defesa, Iko Martins, a O JOGO. O colaborador do agente brasileiro esclarece que "Léo vai ficar e até já comprou casa", sublinhando: "Se quisesse sair, tinha saído no Verão, pois havia muitos clubes interessados, como o Fluminense, o Santos ou o Cruzeiro."Robson revela que "não houve quaisquer conversas com clubes brasileiros" durante este período e atira que "nem há possibilidade de existirem", pois "o Léo não quer sair, quer acabar a carreira no Benfica e ficar a residir em Lisboa".


O JOGO sabe que os encarnados depositam total confiança na qualidade e lealdade de Léo - a renovação do seu contrato foi a primeira medida oficial e uma das grandes apostas de Rui Costa - não existindo qualquer problema entre o defesa e Quique Flores. Robson admite que "Léo queria estar a jogar", realçando que o defesa "sabe que agora tem de trabalhar forte e esperar uma nova oportunidade do técnico, que tem sido impecável, pois vê como a equipa está a jogar".


O Jogo


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Léo treina-se hoje no seixal

Léo apresenta-se hoje no seixal e será um dos futebolistas à disposição de Quique Flores na sessão de terno (18 h) que marca o regresso ao trabalho após folga. O lateral brasileiro foi autorizado a viajar para o Brasil para tratar de assuntos particulares.

Record

sábado, 11 de outubro de 2008

Léo tapado pela sombra

ESPERA OPORTUNIDADE PARA RENDER JORGE RIBEIRO

De indiscutível a suplente. Léo, até aqui pilar da defesa benfiquista, perdeu o lugar para Jorge Ribeiro. O brasileiro vive agora tapado pela sua sombra, aguardando oportunidade para render o ex-boavisteiro. Quem deve jogar é um assunto que não colhe a unanimidade de quem já ocupou o lugar no passado.

Em Paços de Ferreira, Quique Flores surpreendeu ao deixar Léo no banco e lançar Jorge Ribeiro. Ganhou a aposta. O Benfica conquistou a 1.ª vitória esta temporada e o internacional português marcou 1 dos 4 golos. A justificação para a troca seria dada mais tarde. “Para que avance mais na compreensão do jogo, pensámos que o melhor que tinha a fazer era vê-lo de fora”, disse o espanhol, sublinhando que a ausência do camisa 5 seria questão de “tempo”. “Estou convencido que quando Léo voltar terá desempenhos melhores que os que rubricou até agora.”

Adaptação táctica
A verdade é que Quique Flores abriu uma discussão. Que não é consensual. Álvaro Magalhães, que vestiu a camisola do Benfica na década de 80, não tem dúvidas em afirmar que “Léo é melhor defesa em todos os sentido” e “mais completo” do que o concorrente.

Já Dimas, que esteve época e meia na Luz, concorda com a opção de Quique lembrando a sua experiência, quando trocou o Benfica pela Juventus, em 1996. “Tive de adaptar-me, face às regras tácticas do futebol italiano. No início, senti dificuldades”, fez notar.

Record

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O pequeno rei nunca abandonará o seu reino


BRASILEIRO DESMENTE INTENÇÃO DE SAIR EM JANEIRO
Léo desmentiu ontem o rumor que circula em Portugal, segundo o qual pretenderia abandonar o Benfica devido, entre outras coisas, ao facto de ter perdido recentemente a titularidade.
“Isso é mentira! Essa situação, pura e simplesmente, não existe. É uma coisa que não me passa pela cabeça, não faz qualquer sentido. Não quero que exista qualquer rumor relativamente à situação e julgo que as pessoas deviam pensar em coisas verdadeiramente importantes”, vincou o lateral a Record, recorrendo a uma expressão bem brasileira para matar o assunto: “Não estou nem aí. Vejam uma coisa. Renovei o contrato há três meses, portanto, por que razão é que se fala nisso? Tenho contrato e quero ficar no Benfica!”
Record

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Feijoada e churrasco para recuperar Léo

Léo chegou sozinho, na noite de anteontem, a Campos de Goytacazes, sua terra natal e a maior cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Aproveitando a paragem do Campeonato, o lateral-esquerdo recebeu a autorização da SAD encarnada para ir visitar a família, nomeadamente o pai, Jonas Bastos, de 79 anos, que continua a apresentar um delicado estado de saúde, na sequência da cirurgia ao coração a que foi submetido no final do ano passado.

O camisola 5 está a atravessar o pior momento da sua carreira desde que chegou ao Benfica - foi pela primeira vez arredado das opções técnicas de um treinador encarnado [ver páginas anteriores] -, e conta ganhar ânimo na sua terra natal, junto dos familiares mais próximos, a que é muito apegado.

A mãe do jogador, Ângela Bastos, contou ontem a O JOGO, que encontrou o seu filho de orelha muito murcha no regresso a casa: "Ele ainda não me contou muito sobre o que se passa no Benfica, só sei que foi suplente na partida de segunda-feira com o Leixões, mas achei-o muito triste", declarou, atribuindo este estado de espírito do jogador ao que se passa também com o seu pai, que está fisicamente limitado, débil, quase sempre a dormir. "Ele fica muito abalado com a doença do pai."

De qualquer forma, Ângela Bastos sabe a fórmula para animar o seu filho nestes dias de estadia em Campos de Goytacazes. "Já combinei com a minha filha. Vamos preparar muita feijoada e fazer um grande churrasco para ele, coisas que ele adora. Com isso, tenho a certeza que vai voltar para Portugal mais animado e alegre", declarou.

Ontem Léo esteve muito tempo em casa a conversar com o pai e, depois do almoço, foi visitar o campo do Americano, clube da terra onde iniciou a sua carreira em 1996 e onde é, ainda hoje, considerado um ídolo.

"Achei-o tão lindo quando o reconheci"

Léo não tem tido sorte com a saúde dos seus entes queridos. Também a mãe atravessou momentos críticos, com um derrame cerebral que a deixou 29 dias de coma. "Durante algum tempo não reconheci o meu filho. Ele ficou tão triste. Quando o voltei a conhecer, achei-o tão lindo. Já em pequeno, era uma gracinha", afirmou. Léo tem uma irmã, Luciana, de 34 anos, cuja filha, Ana Carolina, é sua afilhada. Léo vai aproveitar agora para passar tempo com as meninas da família.

Regresso no sábado

Léo vai passar os próximos dois dias em Campos, no Estado do Rio de Janeiro, entre familiares e amigos, tendo o regresso a Portugal marcado para sábado. O plantel encarnado vai gozar folga no fim-de-semana e regressa aos treinos na segunda-feira. Léo já estará presente.

Factos e números

Léo não é casado, chegou ao Brasil sozinho, mas segundo a sua mãe, o jogador encarnado tem uma namorada em Campos na terra natal.

Já não é a primeira vez que Léo se ausenta em período de treinos para ir ver a família ao Brasil, devido a doença dos pais.Aconteceu também por diversas vezes na época passada.

Em cinco jornadas Léo já falhou três jogos, o mesmo número de partidas perdidas nas temporadas de 2006/07 e 2007/08.

O defesa-esquerdo já passou a fasquia dos 100 jogos pelo Benfica. Neste momento tem 125 partidas, 82 para a liga, 34 para a Europa e 9 para a Taça de Portugal. Quanto a golos, concretizou apenas dois.

O Jogo

domingo, 5 de outubro de 2008

Quique exige mais de Léo

É uma das razões para a ausência de Léo nos últimos três jogos da equipa: Quique exige mais concentração, coordenação e rapidez do lateral-esquerdo na defesa em linha subida, uma das imagens de marca no futebol praticado pelas equipas orientadas pelo treinador espanhol.

Segundo foi possível apurar, o técnico não terá ficado satisfeito com o menor rendimento do brasileiro, especialmente no primeiro jogo com o Nápoles (18 de Setembro), que os encarnados perderam por 2-3. Um jogo no qual a defesa jogou sempre muito recuada, permitindo que os italianos ocupassem o meio-campo com mais á vontade, empurrando o Benfica para a sua área.

A Bola

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reaprender aos 33 anos

LÉO FORÇADO A REPOUSO SABÁTICO...

Léo cumpre uma espécie de pausa sabática porque, segundo Quique Flores, necessita de ver o jogo fora das quatro linhas para melhor o compreender. Hoje à noite, diante do Nápoles, a lateral-esquerda deve voltar a ser preenchida por Jorge Ribeiro, desconhecendo-se por enquanto o timing do regresso do brasileiro à titularidade.

O técnico benfiquista não tem problemas em analisar o dossier-Léo. “Nada se passa com ele. Pediram-lhe uma série de mecanismos no campo e ele cumpriu-os, uma vezes melhor e outras pior. Para que avance mais na compreensão do jogo, pensámos que o melhor que tinha a fazer era vê-lo de fora. É um tempo! Léo pode jogar hoje, segunda-feira ou no outro fim-de-semana, a qualquer momento. Estou convencido que quando Léo voltar terá desempenhos melhores dos que rubricou até agora”, sustentou ontem o espanhol, reiterando: “Léo atravessa uma fase em que necessita, sobretudo, de estar focado nas coisas que os companheiros estão a fazer bem.”

Esta não é uma situação virgem, faz questão de sublinhar Quique Flores, dando o exemplo de um conhecido internacional argentino por ele dirigido no Valencia.

“A meio da temporada tínhamos 10 jogadores lesionados e havia um outro que se encontrava desconcentrado, pois passava por problemas respeitantes à renovação de contrato, não sabendo se se manteria no grupo. Era Ayala! Tive de o sentar no banco porque estava com falta de concentração. Não quero dizer que seja este o caso de Léo, estou apenas a contar o que significa para um jogador às vezes ficar de fora”, disse Quique, prosseguindo: “Ayala não foi titular durante três jogos e quando regressou ao relvado era um jogador diferente, pois tinha visto a equipa de fora. Vira como os colegas jogavam, a concentração com que o faziam, o seu envolvimento e os mecanismos. Léo encontra-se agora na mesma situação. Mas existem mais casos, não só em equipas treinadas por mim.”

Record